Grimório de uma Bruxa

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Princípios, Praticas e Leis

A Wicca sustenta-se em uma balança onde por um lado, é monoteísta, e por outro e Politeísta. Monoteísta porque Pagãos acreditam num fonte de energia única. E politeísta por vários aspectos, iniciando por ter como deidade principal a Deusa, Criadora de todas as coisas, e ser polarizada  com uma deidade masculina, O Deus Cornífero, ainda assim podendo encontrar outros Deuses, relacionados a fenômenos e sentimentos por exemplo, podendo ser Deuses menores Celtas, Nórdicos, Romanos... É politeísta também pois afirma a existência de poder em todas as coisas e formas de vida: animais, plantas, a terra em si, a natureza. A Wicca baseia-se no equilíbrio da polaridade energética, utiliza a Magia como forma de contato direto do homem com os Deuses. Tornando possível o autoconhecimento, a compreensão dos poderes psíquicos latentes e inerentes a todos os seres e o equilíbrio do homem com seu meio ambiente.
Os propósitos da Wicca são mostrar ao homem a necessidade da reconexão com a natureza da harmonia com os ritmos e ciclos naturais do sol e das estações e a busca de um novo equilíbrio com seu meio. Não existe verdade incontestável, mas sim sensibilidade, de cada pessoa e coração aberto para ouvir os Antigos Deuses, a única verdade incontestável é a existência de poder latente em todas as pessoas. Porém, esses poderes se atrofiaram devido ao nosso estilo de vida, e a bruxaria faz com que desenvolvemos e fortalecemos este poder, e deixar que se manifeste.
Nós Bruxos não acreditamos no dualismo de opostos do ”bem e do mal”. A bruxaria ensina  que todas as coisas existentes tem seu próprio lugar e função e que devemos nos empenhar pela busca da harmonia.
Hoje a bruxaria se encontra numa reconstrução, num novo caminho, e resgata novamente sua dignidade como religião. Por isso devemos destacar alguns aspectos importantes da crença.
~ Convicção na reencarnação.
~ Crença nos aspectos femininos e masculinos do Divino.
~ Respeito na mesma proporção não só a seres humanos, mas para a Terra, animais e plantas.
~ Observação da mudança de estações do ano, com oito Sabbats Solares e entre 12 e 13 Esbats Lunares (210 a 21 ritos anuais).
~ Repúdio ao proselitismo (tentativa de converter uma ou mais pessoas à sua religião).
~ Igualdade entre homens e mulheres, pois são complementares.
~ Realização dos rituais no interior de um Círculo Mágico, pois o Círculo é um espaço sagrado usado para a adoração.
~ Importância dos ”Três R’s”: reduzir, reutilizar, reciclar.
~ O sentido de servidão à Terra.
~ A estima por todas as religiões e pela liberdade religiosa.
~ O repúdio de qualquer forma de preconceito.
~ Conscienciosidade em relação à cidadania.
~Bruxos nunca comprometem seus filhos com a fé particular, pois acreditam que cada um deve seguir seu próprio caminho. As crianças sempre são ensinadas a honrar sua família e amigos, e ter integridade, honestidade, a tratar a Terra como sagrada e a amar e respeitar todas as formas de vida.
~ A Wicca é vista como uma forma de vida por seus praticantes, e por isso inclui uma filosofia religiosa, ética e de conduta pessoal.

A Imanência


A Imanência é um dos princípios vitais da Wicca, é o conceito de interligação e a conexão existente entre as coisas. É a consciência de que cada um de nós é sagrado e somos a manifestação da Deusa.
Este princípio nos lembra de que aquilo que afeta um ser afeta todos, assegura que tudo é sagrado, por isso tudo merece o devido respeito. Tudo e todos estão interligados. E tudo gira em torno da Deusa.

A terra é teu corpo.
O ar, teu sopro,
O fogo, teu calor,
A água, teu útero vivo.

Segundo os princípios pagãos, a Deusa está dentro  e fora de cada um de nós e se manifesta em vida de várias formas. Seja uma criança que nasce, seja um trabalho concluído, uma árvore que cresce, um novo dia que se inicia.
Todos estão interligados, lembre-se disso!

A ligação com a Natureza


A Wicca é uma religião que celebra a natureza e em suas praticas encontra-se presente o interesse pelas questões ambientais, como parte imprescindível da religião, pois quanto mais nos sintonizamos com o ambiente em que vivemos, nossa religião se tornará mais significativa e parte integrante de nossas vidas. Os Deuses são a própria natureza, e por isso a preservação ecológica é a essência da Religião da Deusa. Rios, mares, arvores, pedras são a própria divindade manifestada e possuem vida.
Nos tempos antigos os rituais eram celebrados na mata selvagem, bosques e florestas, em contato com tudo isso. Mas hoje é muito difícil ter acesso a esse tipo de ambiente, e por causa da Igreja Católica, Pagão precisaram adquirir novos hábitos para se protegerem, e faze-los em casa.
Respeitar a Terra, o corpo da Deusa, é um dos princípios vitais da Wicca, bem como respeitar todos os seres vivos, seja animal ou vegetal, e também respeitar rochas, areia, terra e tudo ao nosso redor.
Viva e deixe viver: essa é a diretriz básica inerente à personalidade de qualquer bruxo.

Dogma da Arte


Por ser uma religião de caráter libertário, a Wicca não possui nenhuma liturgia fixa ou regras impostas aos praticantes. Toda a prática religiosa Wiccana é fundamentada em apenas um dogma, que é comum a todas as vertentes da Bruxaria, e se trata de um princípio moral simples e benevolente chamado ”O Dogma da Arte”: Faça o que quiser, desde que não faça mal a nada nem a ninguém.
Este dogma é uma característica marcante na Wicca e é jamais esquecido por seus praticantes, quer na realização de um sortilégio ou trabalho mágico, quer no seu dia a dia social. Isso deveria não só valer na Wicca, mas no modo de vida de qualquer pessoa de qualquer religião que fosse. Pois expressa extremo respeito por todas as pessoas, de modo igual. Lembre-se se sempre fazer o bem a tudo e todos.

Lei Tríplice


”Tudo aquilo que é feito para o bem ou para o mal retorna triplicado para nossa vida e nesta encarnação.” Essa Lei se aplica toda vez que fazemos algo bom ou ruim através de trabalhos mágicos ou até mesmo, através de nossas ações.

O Princípio do Mentalismo


”O Todo é mente. O Universo é mental.” Este princípio diz que nós todos pensamos na Mente Divina. Fomos criados pela Mente da Deusa e podemos criar tudo através Dela. Afetamos diretamente tudo ao nosso redor com a nossa mente.

Efeito Borboleta


”O bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo.”
Este dito popular se trata de mostrar que um simples ato, um trabalho, uma mentira, afeta todo o percurso do futuro. Por isso qualquer coisa que vá fazer, deve ser feita com conciência desse efeito, pois pode ter um final desastroso.

Princípio do Gênero


Tudo tem seu lado masculino e Feminino. Este princípio completa o Princípio das Facetas apresentado anteriormente a este.

Lei da Associação


Associações como, por exemplo, o uso do dólar, ou moeda para atrair dinheiro.

Lei da Compensação


Também chamada de Lei da Retribuição, demonstra que tudo aquilo pedido, deve ter uma oferenda, e todo trabalho praticado por você para com outros (leitura de mãos ou cartas) devem ser cobrados minimamente um valor simbólico para que não prejudique teu próprio carma.

Ética e Conduta de um Pagão


~ Assista, escute e não julgue; em debate, deixe o  silêncio ser longo, desta forma seus pensamentos irão clarear e suas palavras serão escolhidas cuidadosamente.
~ Nunca ostente ou ameace ninguém.
~ Se tiver uma tarefa a ser realizada, trabalhe duramente e bem ao realiza-la corretamente e em tempo. Sempre faça o melhor que puder.
~ Bruxos sabem que não há verdade absoluta.
~ Bruxos acreditam no equilibrio perfeito do Universo.
~ Respeite o Dogma da Arte.
~ Acredite na Lei Tríplice.
~ Acredite na conexão de tudo e de todos.
~ Nunca minta a você mesmo, esse é o último ato de decepção.
~ Nunca feche sua mente para o conhecimento.
~ Nunca pratique um sistema mágico que você não entende completamente.
~ Use sempre o Círculo Mágico (pg xxx) como representação física e não-física de um Templo na Terra.
~ Sempre use a energia ao seu redor para ajudar a elevar o poder.
~ Use o bom senso, e não compartilhe seus mistérios com aqueles que não tenham compromisso mágico (a não ser que queira se iniciar na magia).
~ Venere, honre e cure a Terra.
~ Não roube de humano, animal ou espírito; se você passa por necessidades, volte à sua comunidade.
~Peça permissão para colher galhos, frutas e flores das plantas, e agradeça depois. Lembre-se sempre de conversar com elas enquanto as manuseia.
~ Ofereça amizade e hospitalidade a estranhos que visitam você.
~ Nunca se una a alguém que você não ama.
~ Honre as relações e compromissos firmados com outros, e não se una a alguém para causar danos a terceiros.
~ Crie suas crianças com carinho e amor, não deixe que falte nada a eles. Dê-lhes afeto e os ensine a obter força e sabedoria e a respeitar a natureza.
~ Seja honesto em todas as suas transações pessoais e mantenha sempre a palavra em relação ao que foi combinado.
~ Nunca faça nada que arrisque a Arte.
~ Nunca minta a qualquer Wiccano.
~ Nunca use seu poder mágico pessoal para propósitos negativos ou ataques. Se alguém o ataca, você põe se defender pedindo à Deusa justiça.
~ Saiba que pensamentos são energias criadas e o que você cria em pensamento pode e geralmente irá se manifestar na realidade.
~ O poder de um Bruxo cresce em relação direta com seu nível de sabedoria.
~ Contanto que você esteja agindo conforme um sistema de convicção positiva, não se preocupe com o que os outros pensam ou dizem sobre de você.
~ Danos, carências, acidentes, dificuldades são frequentemente manifestações de baixa autoestima ou programação mental negativa.
~ O uso da Magia deve ser visto como algo sagrado.
~ Bruxos podem ensinar outros sobre a arte, se o lugar for seguro, o professor adequado, e o estudante disposto .
~ Nunca faça qualquer coisa que sabe que irá desagradar à Deusa e à Arte.

Os treze Princípios da Bruxaria


1. Praticamos Ritos para nos alinharmos ao ritmo natural das Forças Vitais marcadas pelas Fases da Lua e aos Feriados Sazonais.

2. Reconhecemos que nossa inteligência nos dá uma responsabilidade única em relação ao nosso Meio Ambiente, buscando viver em harmonia com a Natureza, em equilíbrio ecológico, oferecendo completa satisfação à Vida e à Consciência dentro de um conceito evolucionário.

3. Damos crédito a uma profundidade de poder muito maior do que é aparente a uma pessoa “normal”. Por ser tão maior do que ordinário é, às vezes, chamado de sobrenatural, mas nós o vemos como algo naturalmente potencial a todos.

4. Vemos o Poder Criativo do Universo como algo que se manifesta através da Polaridade – como Masculino e Feminino – e que ao mesmo tempo vive dentro de todos nós, funcionando através da interação das mesmas polaridades Masculina e Feminina. Não valorizamos um acima do outro, sabendo sendo complementares. Valorizamos a sexualidade como prazer, como símbolo da valorização da Vida e como uma das fontes de energias usadas em práticas mágicas e ritos religiosos.

5. Reconhecemos ambos os Mundos, exterior e interior, ou Mundos Psicológicos – às vezes conhecidos como Mundo dos Espíritos, Inconsciente Coletivo, Planos Interiores, etc. – e vemos na interação de tais dimensões a base de “fenômenos paranormais” e exercício mágico.

6. Não reconhecemos nenhuma hierarquia autoritária, mas honramos àqueles que ensinam, respeitamos os que dividem maior conhecimento e sabedoria, e admiramos os que corajosamente deram de si em liderança.

7. Vemos a Religião, Magia e Sabedoria, como sendo unidas na maneira em que se vê o Mundo e nele se vive. Uma visão de Mundo e filosofia que identificamos como Bruxaria.

8. Chamar-se Bruxo não faz um Bruxo – assim como a hereditariedade ou coleção de Títulos, Graus e Iniciações. Um Bruxo procura controlar as Forças Interiores que tornam a vida possível, de modo a viver sabiamente e bem, sem danos a outros e em harmonia com a Natureza.

9. Reconhecemos que é a afirmação e satisfação da Vida em uma continuação de evolução e desenvolvimento da consciência, que dá significado ao Universo que conhecemos e ao nosso papel dentro dele.

10. Nossa única animosidade acerca do Cristianismo ou de qualquer outra Religião ou Filosofia dá-se pelo fato de suas instituições terem clamado ser o único, verdadeiro e correto caminho, e terem lutado para negar a liberdade a outros e reprimindo diferentes modos de prática religiosa e crenças.

11. Como Bruxos, não nos sentimos ameaçados por debates a respeito da Historia da Arte, das origens de vários termos, da legitimidade de vários aspectos e de diferentes Tradições. Somos preocupados com nosso Presente e Futuro.

12. Não aceitamos o conceito de “mal absoluto”, nem adoramos qualquer Entidade conhecida como Satã ou Demônio, como definido pela Tradição Cristã. Não buscamos Poder através do sofrimento de outros.

13. Trabalhamos dentro da Natureza para aquilo que é positivo para nossa saúde e bem-estar.

Destraçando Círculo Mágico

 VEJA AQUI SOBRE O CÍRCULO MÁGICO

VEJA AQUI COMO TRAÇAR O CÍRCULO MÁGICO


Quando um Círculo é traçado no início de uma cerimônia, deve ser destraçado ao final da mesma. Dessa forma agradecemos aos Deuses que foram invocados e enviamos as energias, que eles nos cederam como parte de seu poder para nosso encantamento, ao seu lugar de origem. Sempre desfaça o Círculo após a cerimonia.
Isto é um fator importante e não deve ser descartado ou esquecido em hipótese alguma pois a energia emprestada deve ser devolvida.

Procedimento:
Pegue seu Athame, se dirija ao Ponto cardeal Norte e diga:

Eu agradeço aos Guardiões das Torres de Observação do Norte, Poderes da Terra...
Por terem trazido sua força e o seu poder a este rito sagrado que foi realizado. Sigam em paz!

Se dirija ao Ponto cardeal Leste e diga:

Eu agradeço aos Guardiões das Torres de Observação do Leste, Poderes do Fogo...
Por terem trazido sua coragem e vigor a este rito sagrado que foi realizado. Sigam em paz!

Se dirija ao Ponto cardeal Sul e diga:

Eu agradeço aos Guardiões das Torres de Observação do Sul, Poderes do Ar...
Por terem trazido sua inspiração e luz a este rito sagrado que foi realizado. Sigam em paz!

Se dirija ao Ponto cardeal Oeste e diga:

Eu agradeço aos Guardiões das Torres de Observação do Oeste, Poderes da Água...
Por terem trazido sua fluidez e equilibrio a este rito sagrado que foi realizado. Sigam em paz!

Volte-se novamente para o Norte e diga:

Eu agradeço a Grande Mãe, Nutridora e Criadora de todas as coisas viventes.
Eu agradeço ao Deus Pai, o Semeador que caminha pelas florestas.
Suas presenças trouxeram força e encanto para este rito sagrado.
Deusa e Deus,
Senhora e Senhor,
Sigam em paz!

Pegue seu Athame e percorra a área do ritual no sentido anti-horário três vezes enquanto diz:

Eu destraço este Círculo de luz, poder e magia...
Que me protegeu e intensificou as energias criadas e invocadas no decorrer desse ritual.
Eu envio este Círculo ao centro do Universo, seu lugar de origem..
Para que lá permaneça até que seja necessário retornar ao nosso mundo para mais um rito.
O Círculo Mágico foi aberto, mas não rompido.
Que assim seja, e assim se faça!

Lançamento do Círculo Mágico

VEJA AQUI SOBRE O CÍRCULO MÁGICO

Material Necessário:
1. Um pires com sal
2. Três varetas de incenso de qualquer aroma
3. Uma ela vermelha
4. Uma taça com água e sal
5. Seu Athame

Procedimento:
Volte-se para o ponto cardeal Norte, erga seu Athame e diga:

Eu invoco os poderes dos céus gloriosos e resplandecentes de luz.

Toque no chão com o Athame e diga:

Eu invoco os poderes de baixo e do Submundo.
Eu invoco os poderes da Terra sagrada, ventre da Deusa, de onde todos vieram e para onde todos vão.

Coloque o Athame na altura do umbigo, com o cabo voltado para seu ventre e comece a andar pela área onde você se encontra começando pelo norte, passando pelo Leste, Sul e Oeste (sentido horário). Circunde o altar e a você mesmo enquanto visualiza uma luz branca saindo da ponta de seu Athame. Circule a área três vezes enquanto vê ela luz crescendo e vá dizendo:

Eu traço esse Círculo sagrado de força, magia, luz e poder,
Para me proteger e intensificar as energias que serão criadas e invocadas no decorrer deste ritual.
Que este Círculo seja minha ponte rumo as Deuses,
Que as energias indesejadas não sejam capazes de penetrar no interior deste espaço sagrado.
Que, a partir deste momento, eu esteja além do tempo e do espaço.
Que assim seja, e assim se faça!

Pegue o pires de sal, volte-se para o Norte, eleve o pires e então percorra todo o perímetro do circulo uma vez salpicando sal e dizendo:

Eu abençoo, sacralizo e purifico este Círculo pelos poderes do elemento Terra.

Pegue a vela, volte-se para o Leste, eleve os incensos e então percorra todo o perímetro do circulo uma vez espalhando a fumaça e dizendo:

Eu abençoo, sacralizo e purifico este Círculo pelos poderes do elemento Fogo.

Pegue os incensos, volte-se para o Sul, eleve os incensos e então percorra todo o perímetro do circulo uma vez espalhando a fumaça e dizendo:

Eu abençoo, sacralizo e purifico este Círculo pelos poderes do elemento Ar.

Pegue a taça com água, volte-se para o Oeste, eleve a taça e então percorra todo o perímetro do circulo uma vez salpicando água e dizendo:

Eu abençoo, sacralizo e purifico este Círculo pelos poderes do elemento Água.

Após realizar a purificação da área de ritual com os quatro elementos, volte-se para o ponto cardeal Norte novamente. Eleve seu Athame invocando os poderes do elemento Terra:

Eu invoco os guardiões das Torres de Observação do Norte, Poderes da Terra!
Invoco vocês, chamo vocês!
Senhora da escuridão exterior, touro negro da meia-noite, estrela do norte, montanha, vinde!
Pela terra que é o corpo Dela, enviem sua força. Façam-se presentes agora!
Sejam bem-vindos!

Volte-se para o ponto cardeal Leste e eleve seu Athame invocando os poderes do elemento Fogo:

Eu invoco os guardiões das Torres de Observação do Leste, Poderes do Fogo!
Invoco vocês, chamo vocês!
Leão vermelho do calor do meio-dia, ser flamejante, quentura do verão, fagulha de vida, vinde!
Pelo fogo que é o espirito Dela, enviem seu calor. Façam-se presentes agora!
Sejam bem-vindos!

Volte-se para o ponto cardeal Sul e eleve seu Athame invocando os poderes do elemento Ar:

Eu invoco os guardiões das Torres de Observação do Sul, Poderes do Ar!
Invoco vocês, chamo vocês!
Águia dourada do amanhecer, caçador de estrelas, turbilhão, sol nascente, vinde!
Pelo ar que é o sopro Dela, enviem sua luz. Façam-se presentes agora!
Sejam bem-vindos!

Volte-se para o ponto cardeal Oeste e eleve seu Athame invocando os poderes do elemento Água:

Eu invoco os guardiões das Torres de Observação do Oeste, Poderes da Água!
Invoco vocês, chamo vocês!
Profundezas do oceano, fazedor de chuvas, crepúsculo cinéreo, estrela do anoitecer, vinde!
Pela água que é o útero vivo Dela, enviem sua abundância. Façam-se presentes agora!
Sejam bem-vindos!

Coloque seu Athame no altar , eleve suas mãos aos céus e invoque a Deusa e o Deus, dizendo:

Eu invoco a Deusa Tríplice,
A Donzela, A Mãe, A Anciã,
Aquela que possui mil nomes,
A grande Dançarina Sagrada,
Aquela que criou tudo e a todos...
Para que esteja presente aqui comigo neste ritual,
Abençoando o meu rito com sua sabedoria e força.
Que junto a Ela venha Aquela a quem primeiro Ela consagrou,
Deus Cornífero, Semeador
Grande Condutor da Dança Espiral do Êxtase,
Aquele que caminha pelos  bosques, montanhas e florestas..
Para abençoar o meu rito com sua força e luz.
Deusa Mãe e Deus Pai,
Deusa Lua e Deus Sol,
Senhora e Senhor,
Sejam bem-vindos!

Acenda as velas que estão sobre seu altar e comece seu ritual, o Círculo Mágico foi lançado.

VEJA AQUI COMO DESTRAÇAR O CÍRCULO MÁGICO

Oração Diária

Grande Mãe,
Que me traga neste momento
A força dos Céus, A luz do Sol,
O resplendor do Fogo, O brilho da Lua,
A presteza do Vento, A profundidade do Mar,
A estabilidade da Terra , A firmeza da Rocha,
Que assim seja e assim se faça!

Oração da Manhã

Eu me levanto hoje,
Pela força dos Céus,
Luz do Sol,
Brilho da Lua,
Resplendor o Fogo,
Presteza do Vento,
Profundidade do Mar,
Estabilidade da terra,
Firmeza da rocha.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Os Instrumentos Mágicos

Nós, Bruxos, lançamos mão de alguns utensílios em nossos rituais que são chamados genericamente de Instrumentos Mágicos, Armas Mágicas, Ferramentas Mágicas, e inúmeros outros nomes.  Os Instrumentos Mágicos utilizados na Bruxaria tem sido inúmeros ao redor do mundo, por milhares de anos. Aqui estão apresentados os fundamentos dos principais Instrumentos.
Os Instrumentos Mágicos são utilizados apenas para facilitar o desempenho ritual e focalizar  nossa concentração e intenção. Mas eles não são realmente necessários, pois você é seu maior e mais poderoso Instrumento Mágico.
Clique abaixono que desejar ler sobre:

TODOS OS INSTRUMENTOS MÁGICOS 

Por Item:
O BRUXO
O ATHAME
O CÁLICE
O BASTÃO
O BOLLINE
O PENTÁCULO
O CALDEIRÃO
O BESOM
A VESTIMENTA
O LIVRO DAS SOMBRAS

Sobre o Círculo Mágico

Antes da perseguição aos Pagãos, ocorrida na Inquisição, todos os rituais sagrados da Bruxaria eram realizados na natureza, a morada sagrada dos Deuses, geralmente no interior de um círculo de pedras erigidas ao longo de linhas de poder existentes sobre a Terra, lugares de grande magnetismo e força.
Porém, com o início da perseguição à Bruxaria, esses locai foram destruídos pela religião conquistadora, e os pagãos foram obrigados a praticar seus rituais em suas casas, protegidos dos olhos da Inquisição. Foi a partir daí que o Círculo Mágico passou a ser utilizado nos ritos.
Traçar um Círculo Mágico precede qualquer ritual Wiccano. É uma forma simples de sacralizar a área que será utilizada, de forma que se torne condigna aos Deuses e energias invocadas no decorrer de um ritual. Ele é traçado no início de cada cerimônia e destraçado no final.
Lançar um Círculo significa estabelecer uma ponte entre o mundo físico e o mundo dos Deuses, entre o visível e o invisível. No interior do Círculo devidamente sacralizado, estamos além do tempo e do espaço. Ele é uma esfera de energia capaz de estabelecer uma conexão entre o nosso mundo e outros planos.
O lançamento marca o início do ritual, geralmente é traçado com o Athame (mas pode ser com o Bastão  também, em seguida os elementos da natureza são convidados a partilhar, fortalecer e proteger o ritual, bem como a Deusa e o Deus.
O Círculo é tido como o melhor meio de preservar e conter as energias criadas durante o decorrer do ritual e também em manter as outras energias de fora, como por exemplo as energias do próprio local escolhido para o ritual. Por isso é imprescindível em qualquer prática ritualística.



VEJA AQUI COMO TRAÇAR O CÍRCULO MÁGICO

VEJA AQUI COMO DESTRAÇAR O CÍRCULO MÁGICO

Consagração dos Instrumentos Mágicos

Você vai precisar dos seguintes matérias:
1. Um copo d’água
2. Três incensos de cravo-da-índia
3. Um pires com sal
4. Uma vela vermelha

Acenda os incensos e a vela, feche os olhos, visualize um círculo de luz ao seu redor e diga:

Que esse círculo de luz esteja ao meu redor no decorrer deste rito de consagração.
Eu invoco a Deusa Mãe e o Deus Pai para que se unam à mim,
E abençoem os instrumentos que serão consagrados e dedicados aos à Arte neste momento.
Eu invoco a Magia dos Quatro Elementos da Natureza,
Para que tragam a sua força e o seu poder à esse utensílios mágicos.

Toque o instrumento a ser consagrado no Sal que se encontra no pires e diga:

Pelo poder da Terra,
Eu o consagro, abençoo e purifico.
Que sua memória passada seja anulada,
Para que seja dedicado à Grande Deusa do Círculo do Renascimento e ao Deus Fertilizador.
Que assim e assim se faça!

Passe o instrumento a ser consagrado na fumaça do incenso e diga:

Pelo poder do Ar,
Eu o consagro, abençoo e purifico.
Que sua memória passada seja anulada,
Para que seja dedicado aos trabalhos sagrados da Grande Mãe.
Que assim seja e assim se faça!

Passe o instrumento na chama da vela e diga:

Pelo poder do elemento Fogo,
Eu o consagro, abençoo e purifico.
Que sua memória passada seja anulada,
 Para que seja dedicado à Senhora e ao Senhor.
Que assim seja e assim se faça!

Respingue um pouco de água no instrumento e diga:

Pelo poder do elemento Água,
Eu o consagro, abençoo e purifico.
Que sua memória passada seja anulada,
Para que seja dedicado à Arte da Deusa carregando poder e magia.
Que assim seja e assim se faça!

Eleve agora o instrumento dizendo:

Pelos poderes do Alto e dos céus resplandescentes de luz,
Eu o consagro e o dedico a serviço da Grande Mãe.

Toque o instrumento no chão dizendo:

Pelos poderes de baixo e do Submundo,
Eu o consagro e o dedico à Arte Antiga.

Sopre no seu instrumento dizendo:

Pelos meus próprios poderes,
Eu o consagro e lhe dou vida com este sopro,
Para que você responda só à mim, me ajude e me proteja.
Que assim se seja e assim se faça!

Trace um Pentagrama Invocante com o dedo médio sobre o instrumento dizendo:

Pelos poderes da Arte você foi abençoado.
Que assim seja e que assim se faça!

Feche novamente os olhos, visualize o círculo de luz inicial ao seu redor e então diga:

Que este Círculo de Luz e o poder retorne ao seu local de origem.
Eu agradeço à Deusa, ao Deus e aos Elementos na proteção, na guarda e benção deste rito.
Que assim seja e assim se faça!

Veja aos poucos o Círculo desaparecer.
Nesse momento o seu instrumento mágico já esta carregado de poder.

Considerações finais:
1. Todos os Instrumentos Mágicos devem ser consagrados.
2. Depois de consagrados apenas você poderá tocá-los.
3. Caso outras pessoas toquem neles, eles devem ser consagrados novamente.
4. Instrumentos Mágicos fazem parte da essência de um Bruxo, por isso devem ser respeitados e guardados com cuidado e carinho.

O Altar

Os rituais da Wicca são sempre celebrados na presença de um altar.
O altar, para nós, Pagãos, é ao mesmo tempo a representação física e Espiritual da Deusa, do Deus e dos Deuses. Nele encontram-se representados os quatro elementos da natureza: Terra, Ar, Fogo e Água.
Ele é a nossa fonte de poder, de apoio e onde focalizamos as energias invocadas c criadas no decorrer de um rito.
A palavra altar vem do grego Altum que significa “lugar elevado” ou seja, o lugar onde se encontram presentes as energias das divindades invocadas.
Um altar pode ser estabelecido em cima dc uma pequena mesa, escrivaninha, estante ou até mesmo no chão. Não importa o lugar onde você irá montar o seu altar, o importante é fazê-lo com carinho, levando em consideração algumas diretrizes básicas.
Se você tiver um local exclusivamente dedicado à sua prática religiosa, é lá que ele deve ser colocado, caso contrário ele poderá ficar em qualquer outro lugar da sua casa.
É muito comum, com o passar do tempo, acabarmos por ter vários altares espalhados por nossa casa. Isso é muito bom, pois o altar tem a capacidade de atrair a harmonia e a paz para nosso lar. O altar é a moradia dos Deuses e o local aonde devemos nos dirigir quando precisamos do auxilio Deles.
Para montar o seu altar o primeiro passo é adquirir os cinco Instrumentos básicos c distribuí-los sobre ele de acordo com as suas respectivas direções;
o Pentáculo no ponto cardeal Norte
o Athame no ponto cardeal Leste
o Bastão no ponto cardeal Sul
o Cálice no ponto cardeal Oeste
o Caldeirão no centro do altar
Um altar Pagão sempre é voltado para o ponto cardeal Norte, o ponto relacionado ao elemento Terra (A Deusa), o ponto dos mistérios e da sabedoria.
O lado esquerdo do altar representa as energias femininas, por isso coloque uma vela preta neste lado do altar, para representar a Deusa.
O lado direito do altar representa as energias masculinas, por isso coloque uma vela branca deste lado do altar, para representar o Deus.
O meio do altar é o ponto onde todas as energias se concentram, por isso coloque uma vela vermelha neste ponto, representando a Arte, a ativação dos nossos desejos e as energias em movimento constante.
Além desses, existem outros utensílios adicionais que podem ser integrados ao seu altar:
1.Terra/Norte: pires com sal grosso, cristais e seixos de rio, plantas, flores, vela marrom, chifres, simbolo de cervo ou bisão.
2.Ar/Sul: sino, penas, incensos, vela amarela, simbolo de uma águia.
3.Fogo/Leste: lamparinas, pedras vulcânicas, vela vermelha, cinzas, carvão, simbolo de serpente.
4.Oeste/Água: conchas, areia do mar, plantas aquáticas, corais, simbolo de peixe.
Símbolos e estátuas que representem a Deusa e o Deustambém podem ser colocados sobre o seu Altar.
Os símbolos mais comuns da Deusa são: conchas, pedra furada, pedra achatada, Runa Berkana, Lua, cisne, gato, cavalo, coruja, pedra da Lua, Triskle, Taça, Caldeirão, triangulo com o vértice para baixo, guirlanda de flores, símbolo três fases da Lua, Ankh, maçã, bracelete, colar com 40 ou 70 contas, magens de antigas Deusas como Ccridwen, Afrodíte, Sheela na Gig, Hécate, Brigit, velas preta, azul ou prateada colocadas à esquerda do Altar, castiçal com a figura da Lua para conter a vela quc rcpresenta a Deusa.
Os símbolos mais comuns do Deussão: bolota, pedra pontuda, chifres, topázio, Runa Sowelu, Sol Athame, Bastão, serpente, cervo, touro, carneiro, guirlanda dc Folhagens, circulo encimado por uma meialua cujas pontas apontam para cima, triângulo com o vértice para cima, estaca, imagens de antigos Deuses como Cernunos, Dagda, Pan, Fauno, Dionísio, Eros, Zeus, vela branca, verde ou marrom à direita do altar, um castiçal com a figura do Sol para conter n vela que representa o Deus.
Nunca se esqueça de que o Altar é o seu ponto dc poder, por isso ele deve permanecer limpo e em perfeita ordem pois ele é usado em todos os rituais.
O Altar é o seu ponto de ligação Com a Deusa e com o universo!


Tradições Wiccanas/da Bruxaria

Segundo o dicionário “Tradição é um método especifico de ação, atitude ou ensinamentos que são passados de geração para geração”. Na Wicca, a palavra Tradição tem um significado diferente. Uma tradição é um conjunto especifico de rituais, ética, instrumentos, liturgia e crenças. Resumindo, uma tradição é um subgrupo especifico dentro da Wicca.
Hoje, muitas pessoas estão confundindo o que é uma tradição da Bruxaria, afirmando que a Wicca é uma tradição, e não é verdade!
1. A Wicca é uma religião, e esta sim possui diversas tradições. E cada Tradição possui sua própria estrutura etc. Mas todas seguem o mesmo principio filosófico:
2. A celebração da Deusa e do Deusatravés de rituais sazonais ligados à Lua e ao Sol, Sabbats e Esbats.
3. O respeito à Terra, que é encarada como a própria manifestação da Deusa.
4. A magia é vista como parte natural da religião e é utilizada com propósitos construtivos, nunca destrutivos.
5. O proselitismo é tido como inassimilável.

Tradição 1734


 Tipicamente britânica é às vezes uma Tradição eclética baseada nas idéias do poeta Robert Cochrane, um auto-intitulado Bruxo hereditário que se suicidou através da ingestão de uma grande quantidade de beladona. 1734 é usado como um criptograma(caracteres secretos) para o nome da Deusa honrada nesta tradição.

Tradição Alexandrina


 Uma Tradição popular que começou ao redor da Inglaterra em 1960 e foi fundada por Alex Sanders. A Tradição Alexandrina é muito semelhante à Gardneriana com algumas mudanças menores e emendas. Esta Tradição trabalha à maneira de Alex e Maxine Sanders, que diziam terem sido iniciados por sua avó em 1933. A maioria dos rituais são muito formais e embasados na Magia cerimonial. É também uma tradição polarizada, onde o Sacerdotisa representa o princípio feminino e o Sacerdote o princípio masculino. Os rituais sazonais, na maior parte são baseados na divisão do ano entre o Rei do Azevinho e o Rei do Carvalho e diversos dramas rituais tratam do tema do Deusda Morte/Ressurreição. Como na Tradição Gardneriana a Sacerdotisa é elevada autoridade máxima. Entretanto, os precursores para ambas Tradições foram homens. Embora similar a Gardneriana, a Tradição Alexandrina tende a ser mais eclética e liberal. Algumas das regras estritas Gardnerianas, tais como a exigência do nudismo ritual, são opcionais. Alex Sanders intitulou-se a certa altura “Rei das Bruxas”, considerando que o grande número de pessoas que tinha iniciado na sua tradição lhe dava esse direito. Nem os seus próprios discípulos o levaram muito a sério, e para a comunidade Pagã no geral esse título foi apenas motivo de troça, quando não de repúdio. Janet e Stewart Farrar são os mais famosos Bruxos que divulgaram largamente a Tradição Alexandrina em suas publicações.

Tradicional Britânica


Uma Tradição com uma forte estrutura hierárquica e graus. Os Rituais estão centrados na Tradição Céltica e Gardneriana

Wicca Céltica


Uma Tradição muito telúrica, com enfoques na natureza, os elementos e elementais, algumas vezes fadas, plantas, etc. Muitas “ Bruxas Verdes” (Green Witches) e Adeptos do Druidismo seguem este caminho, centrado no panteão Céltico antigo e em seus Deuses e Deusas.

Tradição Caledoniana


Uma tradição que tenta preservar os antigos festivais dos escoceses e às vezes é chamada de Tradição Hecatina.

Tradição Picta


É uma das manifestações da Bruxaria tipicamente escocesa. Na maioria das vezes é uma forma solitária da Arte. Seu enfoque prático é basicamente mágico e possui poucos elementos religiosos e filosóficos.

Bruxaria Cerimonial


Usa a Magia cerimonial para atingir uma conexão mais forte com as divindade e perceber seus propósitos mais altos e suas habilidades. Seus Rituais são freqüentemente derivações da Magia Cabalística e Magia Egípcia. Embora certamente, mas não de forma intencional, este caminho é infestado freqüentemente por egoístas e pessoas inseguras que usam a Magia Cerimonial para duas finalidades: adquirir tudo aquilo que querem e atingir níveis mais altos para poderem olhar de cima. Estes atributos não são uma regra em todos os Bruxos Cerimoniais, e há muitos Bruxos sinceros neste caminho.

Tradição Diânica


Algumas Bruxas Diânicas só enfocam seus cultos na Deusa, são muito politicamente ativos, e feministas. Outras Bruxas Diânicas simplesmente enfocam seu culto na Deusa como uma forma de compensar os muitos anos de domínio Patriarcal na Terra. Algumas Bruxas Diânicas usam este título para denotar que são “as Filhas de Diana”, a Deusa protetora delas. Há Bruxas Diânicas que são tudo isto , algumas que não são nada disto, e outras que são um misto disto. A Arte Diânica possui duas filiais distintas:

- Uma filial, fundada no Texas por Morgan McFarland . Que dá o supremacia à Deusa em sua thealogy, mas honra o DeusCornífero como seu Consorte Amado e abençoado. Os membros dos Covens dividem-se entre homens e mulheres. Esta filial é chamada às vezes “Old Dianic” (Velha Diânica), e há alguns Covens descendentes desta Tradição, especialmente no Texas. Outros Covens, similares na thealogy mas que não descendem diretamente da linha de McFarland, e que estão espalhados por todo EUA.

- A outra filial, chamada às vezes de Feitiçaria Feminista Diânica, focaliza exclusivamente a Deusa e somente mulheres participam de seus Covens e grupos. Geralmente seus rituais são livres e não são hierárquicos, usando a criatividade e o consenso para a realização de seus rituais. São politicamente um grupo feministas. Há uma presença lésbica forte no movimento, embora a maioria de Covens estejam abertos à mulheres de todas as orientações.

Tradição Georgina


Esta Tradição foi criada por George Patterson, que se auto intitulou como sendo um “Sumo Sacerdote Georgino”. Quando começou o seu próprio Coven, chamou-o de Georgino, já que seu prenome era George. Se há uma palavra que melhor pode descrever a Tradição de George , seria “eclética”. A Tradição Georgina é um composto de rituais Celtas, Alexandrinos, Gardnerianos e tradicionais. Mesmo que a maior parte do material fornecido aos estudantes sejam Alexandrinos, nunca houve um imperativo para seguir cegamente seu conteúdo. Os boletins de noticias publicados pelo fundador da Tradição estavam sempre cheio de contribuições dos povos de muitas outras Tradições. Parece que a intenção do Sr. Patterson era fornecer uma visão abrangente aos seus discípulos.

Ecletismo


Um Bruxo eclético é aquele que funde idéias de muitas Tradições ou fontes. Assim Como no caldeirão de uma Bruxa, são somadas elementos para completar a poção que é preparada, assim também são somadas várias informações de várias Tradições para criar um modo mágico de trabalhar. Esta “Tradição” que realmente não é uma Tradição é flexível, mas às vezes carente de fundamento. Geralmente, são criados rituais e Covens de estrutura livre.

Tradição das Fadas

(ou Fairy Wicca)


 Há várias facções da Tradição das Fadas. Segundo os membros desta Tradição, seus ritos e conhecimentos tiveram origem entre os antigos povos da Europa da Idade do Bronze, que ao migrarem para as colinas e altas montanhas devido às guerras e invasões ficaram conhecidos como Sides, Pictos, Duendes ou Fadas. Uma Bruxa desta Tradição poderia ser ou trabalhar, mas não necessariamente: - Com energias da natureza e espíritos da natureza , também conhecidos como fadas, Duendes, etc. - Homossexual Alguns dos nomes mais famosos desta Tradição são Victor e Cora Anderson, Tom Delong (Gwydion Penderwyn), Starhawk, etc.

Tradição Gardneriana


Fundada por Gerald Gardner nos anos de 1950 na Inglaterra. Esta tradição contribuiu muito para Arte ser o que é hoje.. A estrutura de muitos rituais e trabalhos mágicos em numerosas tradições são originárias do trabalho de Gardner. Algumas das reivindicações históricas feitos pelo próprio Gardner e por algumas Bruxas Gardnerianas têm que ainda serem verificadas (e em alguns casos são fortemente contestadas) porém, esta Tradição apoiou muitas Bruxas modernas. Gerald B. Gardner é considerado “o avô” de toda a Neo-Wicca. Foi iniciado em um Coven de NewForest, na Inglaterra em 1939. Em 1951 a última das leis inglesas contra a Bruxaria foi banida (primeiramente devido à pressão de Espiritualistas) e Gardner publicou o famoso livro”Witchcraft Today”, trazendo uma versão dos rituais e as tradições do Coven pelo qual foi iniciado.
Gardnerianismo é uma tradição extremamente hierárquica. A Sacerdotisa e o Sacerdote governam Coven, e os princípios do amor e da confiança presidem. Os praticantes desta Tradição trabalham “Vestidos de Céu” (nus), além de manterem o esquema de Seita Secreta. Nos EUA e Inglaterra os Gardnerianos são chamados de “Snobs of the Craft” (Snobes da Arte), pois muitos deles acreditam que são os únicos descendentes diretos do Paganismo purista. Cada Coven Gardneriano é autônomo e é dirigido por uma Sacerdotisa, com a ajuda do Sacerdote, Senhores dos Quadrantes, Mensageiro, etc. Isto mantém o linhagem e cria um número de líderes e de professores experientes para o treinamento dos Iniciandos. A Bíblia Completa das Bruxas (The Witches Bible Complete) escrita por Janet e Stuart Farrar, como também muitos livros escritos por por Doreen Valiente têm base nesta Tradição e na Tradição Alexandrina em muitos aspectos.

Tradição Hecatina


Uma Tradição de Bruxos que buscam inspiração em Hécate e tentam reconstruir e modernizar os rituais antigos da adoração à esta Deusa. É algumas vezes chamadas de Tradição Caledoniana ou Caledonii. BRUXO

Tradição Familiar ou Hereditária


Um Bruxo que normalmente foi treinado por um ente familiar e/ou pode localizar sua história familiar em outro Bruxo ou Bruxos. Os Bruxos Hereditários, ou Genéticos como gosto de chamar, são pessoas que têm, ou supõem ter, uma ascendência Pagã (mãe, tia, avó são os alvos mais visados). A maioria dos Hereditários não aceitam a infiltração de outras pessoas fora de sua dinastia, porém algumas Tradições Familiares “adotam” alguns membros, escolhidos “à dedo” em seu segmento.

Bruxa de Cozinha


Uma Bruxa prática que é freqüentemente eclética, enfoca e centra sua magia e espiritualidade ao redor do “forno e do lar”.

Wicca Saxônica

(ou Seax-Wicca)


Fundada em 1973, pelo autor prolífico, Raymond Buckland que era, naquele momento, um Bruxo Gardneriano. Uma das primeiras tradições precursoras em Bruxos solitários e o auto-iniciados. Estes dois aspectos fizeram dela um caminho popular.

Bruxo Solitário


Uma pessoa que pratica a Arte só (mas pode se juntar às festividades de Sabbat em um Coven ou com outros Bruxos Solitários ocasionalmente). Um Bruxo Solitário pode seguir quaisquer das Tradições, ou nenhuma delas. A maioria de Bruxos ecléticos são Solitários.

Tradição Strega


Começou ao redor na Itália em 1353. A história controversa sobre esta Tradição pode ser achada em muitos locais e em muitos livros. Arádia... Gospell of the Witches (Arádia...A Doutrina das Bruxas) é um deles.

Tradição Teutônica ou Nórdica


Teutônicos são um grupo de pessoas que falam o norueguês, fosso, islandês, sueco, o inglês e outros dialetos europeus que são considerados “idiomas Germânicos”. Um Bruxo teutônico acha freqüentemente inspiração nos mitos tradicionais e lendas, Deuses e Deusas das áreas onde estes dialetos se originaram.

Tradição Asatrú


Teve suas origens no Norte da Europa e é uma das facções das Tradições Teutônica e Nórdica. Esta Tradição é praticada hoje por aqueles que sentem uma ligação com os nórdicos e teutônicos e que desejam estudar a filosofia e religiosidade da antiga Escandinávia, através dos Eddas e Runas. Encoraja um senso de responsabilidade e crescimento espiritual, freqüentemente embasados nos conceitos atribuídos aos nobres guerreiros de tempos ancestrais. Tradição Algard: Uma americana iniciada nas Tradições Gardneriana e Alexandrina, chamada Mary Nesnick, fundou essa “nova” tradição que reúne ensinamentos de ambas tradições sob uma única insígnia.

Bruxaria Tradicional


Todo Bruxo tradicional dará uma definição diferente para este termo. Um Bruxo tradicional é aquele que freqüentemente prefere o título de Bruxo à Wiccaniano e define os dois como caminhos muito diferentes. Um Bruxo tradicional fundamenta seu trabalho mágico em métodos históricos da tradição, religiosidade e geografia de seu país.

Tradição Galesa de Gwyddonaid


Uma Tradição Galesa Céltica da Wicca, que adora panteão galês de Deuses e Deusas. Gwyddonaid, foi quem grosseiramente traduziu a ignóbil obra galesa “Árvore da Bruxa (Tree Witch)” e propagou esta forma de trabalhar magicamente.”

O Livro das Sombras

O Livro das Sombras ou no inglês Book of Shadows (BOS) é um Instrumento muito importante e que deve fazer parte do arsenal de um Bruxo. É um caderno com anotações ou um livro escrito pelo próprio Bruxo (como este mesmo é) contendo registros e material de consulta. É nele que guardamos nossos encantamentos, as coisas que acreditamos e aprendemos, analogias entre planetas e plantas, os sortilégios, invocações, rituais, e todas as informações que julgamos importantes relacionados à Bruxaria.
É comum anotarmos nomes de Bruxos que conhecemos, onde e em que circunstancia se deu o encontro.
O BOS é um diário mágico, onde você registrará os seus sonhos, e seus possíveis significados, os rituais e seus resultados etc.
O Livro das Sombras deve ser algo em constante movimento, contendo novas anotações, novos resultados, ritos e tudo aquilo que desenvolveu ao longo de seu estudo e empenho.

A Vestimenta

Vestir-se é opcional, dependendo da sua tradição que é praticada, podem estar “vestido de céu” (nus).
Alguns exigem a unitização de mantos ou capas usadas única e exclusivamente para estes fins.
Alguns até utilizam joias em suas cerimonias.
O uso de roupas é algo muito pessoal . Por isso, o melhor a se fazer é trabalhar magicamente como você se sentir mais confortável.

O Besom

A Vassoura, chamada também de Besom, tem sido associada com a magia há muito tempo, provavelmente devido à sua forma. É utilizada em ritos de limpeza e purificação e é parente do Bastão. É comum uma nova casa ser consagrada com ela. Também é utilizada  para purificação de um lugar carregado.
O Besom é muitas vezes usada para limpar o local de ritual antes de começar a cerimonia, começou a ser utilizada após a Inquisição como forma de camuflar o Bastão e também porque os locais para serem feitos os rituais foram restritos às suas casas, que deveriam ter um espaço livre de energias antes do ritual já que bosques se tornaram muito perigosos para essas praticas devido à perseguição.
As Vassouras devem ser confeccionadas por seus donos de preferencia. Basta termos um cabo de vassoura, vários galhos secos de uma planta e barbante com o qual amarramos os galhos em torno de uma das extremidades do cabo.
Os galhos de plantas mais utilizados provem de manjericão (árvore símbolo da Deusa), bétula (representando do renascimento e proteção), teixo (árvore da morte e da reencarnação), artemísia (afasta negatividade), Sabugueiro (planta relacionada à Lua).
Símbolos mágicos podem ser gravados no abo da vassoura para que ela se torne mais poderosa.
A Vassoura não deve tocar o chão durante a varredura. Deve-se varrer a área desejada acida do solo, no ar, enquanto visualizamos a limpeza energética do local.
Coloque a Vassoura de ponta cabeça, atras da porta de entrada da sua casa para proteger os habitantes. Alguns Bruxos colocam-na sobre a porta com a mesma finalidade.
Um portal entre o Círculo Mágico e o mundo externo pode ser feito quando colocamos o Besom no perímetro do Círculo, a qual se pula quando é necessário sair do Círculo no decorrer do Ritual. Desta forma, caso precisem abandonar temporariamente a área do ritual poderão fazê-lo sem ter que abrir uma porta imaginária com o Athame.
A parte do Handfasting mais característica e tradicional é quando o casal pula a vassoura, representando a união através das bençãos dos Deuses.

O Caldeirão

O Caldeirão de ferro, tradicionalmente com três pés, sempre representou a generosidade e bençãos dos Deuses. Tido como símbolo de abundancia, fertilidade e detentor de todos so conhecimentos do Universo. O Caldeirão representa a reencarnação, e os ciclos de nascimento, morte e renascimento.
Simboliza o ventre da Grande Mãe, do qual surgem e surgirão todas as coisas. Os Pagãos sempre acreditaram que o mundo era semelhante a um grande Caldeirão, onde a Deusa preparava suas poções, governando o destino dos homens. Quando empunhamos nossas colheres de pau e nossos Caldeirões, nos tornamos semelhantes à Deusa e assim somo capazes de criar, moldar e dobrar o nosso destino e a nossa vida.
Em tempos modernos e urbanos pular sobre um caldeirão em chamar substitui o tradicional “pulo da fogueira”.
Muitos Bruxos em vários caldeirões e tamanhos diferentes para diversas funções e propósitos e, com o passar do tempo, você vai perceber que isso é muito mais do que necessário, pois um Caldeirão utilizado para uma fogueira jamais deve ser utilizado na preparação de um óleo ou banho mágico por exemplo, devido ao fato de ficar extremamente oxidado com o uso excessivo do fogo e dar pigmentação escura ao óleo preparado.
Os Caldeirões vão de tamanhos pequenos desde pequenos para o Altar até enormes caldeirões de chão. Escolha aquele que melhor atende às suas necessidades.

O Pentáculo

O Pentáculo é normalmente um disco, um prato de metal ou madeira, com a figura de um pentagrama dento de um circulo.
Ele é usado como ponto focal de concentração e é associado ao elemento TERRA e ao Ponto Cardeal Norte.
Você pode fazer seu próprio Pentáculo com argila ou pedra, pintando o simbolo do pentagrama sobre ou material escolhido ou então, comprar um do material de sua preferencia.
Ele é utilizado para consagrar ervas e para carregar magicamente um talismã, ou qualquer Instrumento que precise e uma dose de energia extra.
O Pentáculo representa  ligação do Bruxo com os Deuses.

O Bolline

O Bolline é uma faca de babo branco utilizado na colheita de ervas, e outros trabalhos manuais que exigem tal ferramenta. Existem alguns modelos de Bolline na forma de pequena foice, totalmente prateada, em alusão ao antigo Instrumento dos Druidas para a colheita de ervas que possuía essa forma.
Ele é um Instrumento opcional, visto que muito s Bruxos usam o Athame para desempenhar todas essas funçõs.
Ainda assim, o Bolline protege o Athame de machucar a lamina e misturar-se em outras energias.

O Bastão

O Bastão representa o elemento FOGO, e é posicionado no Ponto Cardeal Sul. Você pode comprar ou fazer um com galho de árvores ou um cano de cobre.
Assim como o Athame, está relacionado ao DeusCornífero, no seu aspecto de Grande Fecundador, pois é símbolo fálico por excelência.
O Bastão pode ser usado para lançar o Círculo ou direcionar as energias na realização de feitiços e encantamentos. Há Bruxos que preferem lanças o Círculo com o Bastão ao invés o Athame.
Há bastões de vidro, cobre, prata, cristal e outros, mas o de madeira continua sendo o material clássico. Várias madeiras tem diferentes usos e associações magicas e as melhores para confecção do Bastão são a de macieira, de loureiro, de freixo, de teixo, de carvalho, de goiabeira, de figueira ou salgueiro.
Você pode adorná-lo com pedras, esculpir simbolos e outros para personalizá-lo e deixá-lo mais “pessoal”.

O Cálice

O Cálice ou Taça é utilizado no Altar para representar o princípio Feminino da ÁGUA e fica no Ponto Cardeal Oeste. Muitas vezes são colocados dois cálices sobre o altar, um para água e outro para o vinho.
O Cálice junto com o Athame , a espada ou o Bastão representam o princípio na união do Feminino (a Deusa) e do Masculino (o Deus) do qual toda vida surge.
Cálices podem ser de qualquer material. Muitos usam prata ou estanho (tenha cuidado com metais sem banho de aço inoxidável quando servir vinho), mas a cerâmica, cristal e até mesmo os de vidro podem ser muito bem aceitos.
Alguns Bruxos possuem diversos Cálices para diferentes fins ritualísticos.
Geralmente o Cálice é passado ao redor do Círculo enquanto cada participante toma um gole do liquido contido em seu interior, fazendo seus pedidos e agradecimentos.

O Athame

No trabalho mágico, O Athame assume um papel fundamental. Ele é um Punhal com um ou dois gumes que adquire uma função nos rituais.
Assim como todas as ferramentas ritualísticas, o Athame é um artigo mágico, talvez  o mais importante de todos, e deve ser escolhido com cuidado. A primeira regra na escolha de um Athame é que ele se ajusta bem e confortavelmente em sua mão de poder (a mão que você escreve). Em segundo lugar, tradicionalmente a lâmina de um Punhal tem a mesma medida que vai do pulso de sua mão de poder até  a ponta do dedo médio.
Antigamente, 0 Athame era confeccionado pelo próprio Bruxo, levando em consideração a fase lunar, os dias mais propícios, as horas e as posições planetárias.
Hoje e em dia, isso se tornou um pouco difícil, pois não são todos que possuem dons artísticos e habilidade para confeccionar um.
Por isso, tornou-se mais comum “personalizar” o Athame, gravando nosso nome mágico com letras rúnicas ou outro alfabeto mágico, e símbolos sagrados em sua lâmina. Isto é uma forma de transmitir nossa própria energia e magnetismo para que ele se torne um Instrumento Mágico pessoal e intransferível.
Tradicionalmente um Athame deve ter o cabo preto. Mas existem vários diferentes modelos e não devem existir regras para sua escolha. O Athame deve ser aquele que chamou sua atenção e que lhe parece adequado.
O Athame é usado para traçar o Circulo Mágico, invocar os quadrantes e elementos e sempre está presente em todos os rituais como o Handfasting, Iniciação, Grande Rito, etc. É associado com o elemento AR e com o Ponto Cardeal Leste, e está relacionado ao Deus.
É habitual em algumas tradições ganhar o Athame na Iniciação. Nessa ocasião, após ser purificado e sacralizado pelo Iniciador, ele é dado de presente ao Iniciado que a partir daquele momento tem autorização, conhecimentos e capacidade necessários para fazer uso dele. As vertentes mais tradicionais da Wicca concordam que Instrumentos Mágicos não deveriam ser utilizados  para nenhum proposito que não fosse ritualístico.. Por causa disso, outra faca, o Bolline, que possui cabo branco, às vezes é usada para colher ervas, esculpir símbolos em amuletos, talismãs e velas. Mas a utilização ou não do Athame para outros fins além do ritualístico também fica a critério do Bruxo.
O Athame também é usado para direcionar o poder e traças simbolos sagrados no solo ou o ar.

O Bruxo

Nós somos a maior e melhor ferramenta criada pela Deusa e pelo Deus. Nossos corpos e mentes são capazes de fazer  a melhor das magias sem a utilização de um único Instrumento Mágico. São nossas intenções e energias que conduzem qualquer tipo de trabalho mágico. Existem inúmeros Bruxos que optam por não usar aparatos ritualísticos, utilizando apenas sua própria energia como fonte de poder. É necessário salientar que nossos corpos são constituídos pelos quatro elementos da natureza:
Terra: nosso corpo
Ar: nosso sopro
Fogo: nosso calor
Água: Nosso sangue e saliva
Um Bruxo deve treinar seu corpo e mente a fim de trabalhar positivamente um encantamento, um sortilégio e a realização de um ritual. Nunca esqueça de que você é a maior ferramenta mágica dentre todas e que é seu enfoque e concentração, intenções e desejos, que produzem a verdadeira Magia.
É muito importante para o Bruxo vivenciar e sentir a força dos elementos dentro de si. Isso constitui uma regra básica par a qualquer pratica mágica ser bem sucedida.
Um Bruxo deve aprender a escutar a voz que reside em seu interior e sentir o pulsar da Terra, as batidas do coração da Grande Mãe, a fim de que esteja em unidade com a natureza e com o Universo. Somente a partir daí a vida de um bruxo realmente irá tornar-se mágica e, integrado com a natureza e com o Cosmo, ele poderá seguir rumo à sua evolução.

As Três Faces do Deus

Entrar em contato com a energia do Deus é um processo vital para a recuperação de nossos dons perdidos ou esquecidos.
O Deus Cornífero é o Senhor da fauna e da flora e nos coloca em contato com o nosso lado mais animalesco e primitivo, capaz de nos conduzir ao centro de nossos mais puros instintos e vitalidade plena. O Deus, assim como a Deusa, possui também três aspectos: o Cornífero, o Homem Verde e o Ancião.
Cada uma das faces do Deus nos traz a possibilidade de contatarmos o nosso Eu mais profundo. Isso traz um processo de integração total com a natureza e os seus ciclos, além de possibilitar uma maior interação com a vida e a humanidade como um todo.
 

Cornífero


É a face do Deus que exerce domínio sobre as florestas. Ele é a representação da natureza intocada e de tudo o que é livre. Nesse aspecto, o Deus assume uma face de Caçador e representa a renovação, a virilidade, a força, a fertilidade e a vitalidade. É o Cornífero que exerce domínio sobre os animais selvagens e ferozes. Esteve em contato direto com a humanidade, principalmente no período neolítico e paleolítico, quando os homens subsistiam principalmente da caça.

Exemplos associados à face de Cornífero do Deus:
- Cernunos: Deus celta, portador de chifres e regente dos animais selvagens e bosques. Estava associado à fertilidade e fartura.
- Pan: Deus grego dos campos e bosques. Está associado à vegetação, ao êxtase e ao vigor sexual.
- Dionísio: Deus grego que assumia a forma de touro ou bode, ambos símbolos de fertilidade. Está associado à fertilidade e tinha a capacidade de morrer e renascer.
- Esus: Deus celta associado ao touro que era acompanhado frequentemente por três pássaros. Posteriormente identificado como Cernunos. estava associado ao Submundo e muitas vezes era representado brandindo um machado contra uma arvore.
- Odin: Deus germânico associado à magia, à guerra e ao êxtase. Muitas vezes é representado portando um capacete e chifres e acompanhado por um cervo.

Temas de rituais que usam o aspecto de Cornífero do Deus:
- Resgatar energia de proteção.
- Atrair coragem, garra e vigor.
- Começar novo trabalho ou qualquer empreendimento.
- Trazer fertilidade e gravidez.
- Requer senso de comunidade ou família.
- Livrar-se do estresse.
- Invocar os poderes da fartura e prosperidade.
- Atrair vigor sexual.
- Aumentar percepção, os sentidos e instintos.
- Centralizar.
- Estabilizar situações.
- Resolver problemas difíceis.
- Neutralizar inércia em uma dada situação.
- Atrair prosperidade e riqueza.
- Trazer o poder da razão.
 

Homem Verde


O segundo aspecto do Deus é o Homem Verde (Green Man). Ele é o Senhor da Colheita e de toda a natureza cultivada. Está relacionado aos grãos e ao desenvolvimento da agricultura. Exerce domínio sobre a vida e o crescimento das plantas. É Ele que nos traz a alegria, a felicidade. Está associado aos excessos e ao êxtase provocado pelo vinho, tão sagrado para as culturas primitivas. Nessa face, Ele assume vários papéis, principalmente o de Filho e Amante da Deusa.

Exemplos associados à face de Homem Verde do Deus:
- Green Man: Uma Divindade que aparece em várias representações como um homem coberto por folhas. Está associado às florestas, à alegria, à descontração. Sua face com múltiplas folhas aparece em construções de antigas tabernas espalhadas por toda a Europa, representando sua ligação com a embriaguez através do vinho. É portador da alegria.
- Baco: Deus romano da fertilidade e do vinho. Suas cerimonias sagradas, as Bacanais, eram marcadas por excessos de todos os tipos, principalmente alcoólicos.
- Dionísio: Aparece muitas vezes como o Deus da embriaguez. Segundo crenças gregas, ele era o criador do vinho e suas Sacerdotisas, as Mênades, corriam e dançavam nuas pelos bosques, atordoadas pelo efeito do vinho (tido como o próprio Deus), agitando tochas e bastões de tirso nas mãos, em homenagem ao Deus.
- Sileno: O tutor de Dionísio e o líder dos Sátiros. Muitas vezes representado como um Deus careca e barrigudo. Está relacionado à fertilidade e ao êxtase, em todas as suas manifestações.

Temas de rituais que usam a face de Homem Verde do Deus:
- Invocar a mudança da essência de espirito.
- Invocar energia de descontração.
- Atrair felicidade.
- Estabelecer transformações necessárias.
- Atrair o otimismo e a alegria.
- Invocar as energias de expansão e prosperidade.
- Aumentar a sensualidade, o erotismo e a espontaneidade.
- Libertar-se dos grilhões impostos pela sociedade.
- Abrir caminhos para atrair oportunidades de vida.
- Atrair jovialidade e entusiasmo.

Ancião


O Ancião é a terceira face do Deus e representa  conhecimento acumulado e a sabedoria. Exerce domínio sobre os conhecimentos ocultos e sobre a Magia. Ele é o Deus das Sombras, aquele que condiz as almas dos homens ao Outromundo. Está relacionado ao início das civilizações.

Exemplos associados à face de Ancião do Deus:
- Dagda: O bom Deus dos celtas irlandeses. É o Deus que ocupa lugar preponderante entre Tuatha e Dannan. Seu título “Ollathir” significa “Pai de todos”.
- Cronos: Deus grego do tempo e destino dos homens.
- Teutates: O mais poderoso dos aspectos do Deus, entre os celtas. Teutates está associado às guerras, mas aparece muitas vezes como Deus da fertilidade e abundância. Era considerado o Rei do Mundo.
- Plutos: Deus grego das riquezas. Em uma das suas lendas, ele aparece como um velho cego que distribui riqueza e presentes de maneira aleatória e injusta.

Temas de rituais que usam a face de Ancião do Deus:
- Atrair conhecimentos de todas as ordens.
- Entrar em contato com a sabedoria ancestral.
- Aumentar o poder de Magia inerente a cada um de nós.
- Encontrar soluções para problemas.
- Transmutar energias.
- Transformar situações.
- Banir energias maléficas.
- Afastar inimigos e pessoas indesejadas.
- Afastar o azar.
- Revelar segredos.
- Estabelecer ligações com o inconsciente.
- Necessitar de proteção.

As Três Faces da Deusa

A conexão com a Deusa é um processo vital na Religião Wicca.
A Deusa é a Grande Criadora e mantenedora da vida. É através dela que todas as coisas provém e a Ela tudo um dia retornará.
Segundo a Crença Pagã, a Deusa possui 3 faces:
A donzela, a Mãe e a Anciã. As 3 faces da Deusa estão ligadas às 3 faces da Lua trabalhadas na Bruxaria, que são as Luas Crescente, Cheia e Minguante, e aos 3 ciclos de nossa vida, que são a infância a maturidade e a velhice.
Entrar em contato com as faces da Deusa significa saber o que esse período podem nos trazer de positivo o que aprendemos e poderemos aprender com eles
   

Donzela


Dentre as 3 faces da Deusa, Donzela ou, como também é chamada, a Virgem é a mais jovem, relacionada com os descobrimento e aspectos mais criativo de nossa personalidade. Ela é a inocência e despreocupação, a alegria de viver. Esta associada com a Primavera e é festejada em Ostara.
O termo Donzela ou Virgem não se refere ao sentido sexual, mas sim ao aspecto de inocência e independência. A Virgem e a dona e responsável por si mesma. Este é um sentido quase inconcebível de pensar em uma sociedade patriarcal, mas que era muito compreendido e aceito entre as sociedade primitiva.

Os nomes recebidos pela Donzela variam de acordo com as distintas culturas em que a encontramos. Damos como exemplo:
- Ártemis: Deusromana dos bosques e da caça, tida a eterna Virgem.
- Perséfone: Também conhecida como Prosérpina, cujo nome justamente significa Donzela. É a filha de Deméter e foi raptada por Hades; reina junto com ele no Submundo, lembrando-nos assim o outro aspecto da Deusa: A Anciã.
- Rhianon: Deusa celta que saiu do submundo, que a relaciona com Perséfone.

Rituais que usam a face Virgem da Deusa:
- Qualquer novo inicio, ou até mesmo esperanças  planos para novos começos.
- Quando assumimos um trabalho novo ou planejamos solicitar um novo trabalhos.
- Durante os “primeiros passos” das novas idéias.
- Sempre que você planeja ou começa um ciclo completo em sua vida.
- Quando se muda para uma nova casa ou apartamento.
- Ao entrar em uma nova escola ou voltar a estudar depois de um longo tempo.
- Qualquer jornada que esteja conectada com mudanças antecipadas.
- Começo de uma relação nova, amor ou amizade.
- Planos para engravidar.
- Nascimento de uma criança.
- A primeira menstruação de uma menina.
- O inicio da puberdade de um menino.

Os animais associados ao aspecto Virgem da Deusa são os Cervos e qualquer outro animal silvestre.
O aspecto Virgem da Deusa representa a mocidade, a excitação da conquista dos desejos, a novidade da vida e da magia. Na idade humana ela estaria entre a puberdade e os vinte anos. As cores dela são suaves e claras, como branco, cor- de- rosa ou amarelo.

Mãe


A face Mãe da Deusa é tida como a da eterna doadora da vida. Esta foi uma das primeiras representações religiosas expressas pelos seres humanos.
É a esse aspecto da Deusa que estão associadas todas as imagens que foram encontradas em escavações de sítios arqueológicos, como a Vênus de Willendorf.
Algumas imagens mitológicas atribuídas á Mãe são tidas tanto como criadoras quanto destruidoras. Podemos ver isso como a própria Natureza em todos os seus aspectos.

Existem numerosos exemplos que poderiam ser associados ao aspecto da Deusa.
- Deméter: Encarregada da fertilidade da terra e das colheitas.
- Ísis: Chamada também de a Grande Mãe Criadora e Doadora da Vida.
- Badb: A Deusa celta que forma uma trindade junto com Anu e Macha. Possui um caldeirão como símbolo do ventre.
- Freya: Considerada a líder das Disir, as matriarcas Divinas. Está intimamente ligada a Magia e aos gatos.

Todos os rituais que usam a face Mãe da Deusa
- Projeto de alegria e conclusão
- Quando o parto está próximo.
- Necessidade de força para finalizar algum assunto ou situação mal- resolvida.
- Benção e proteção. Especialmente a mulheres que são ameaçadas por homens.
- Direção em decisões na vida.
- Matrimônio.
· Achando ou escolhendo uma companheira ou um companheiro.
- Escolhendo ou aceitando um animal. Proteção de vida aos animais.
- Fazendo escolhas de qualquer tipo.
- Buscando por períodos de paz.
- Intuição ou desenvolvimento psíquico.
- Direção espiritual.

A Mãe é aquela que se volta para a nutrição, a preocupação e a fertilidade; é uma mulher no início da vida e no cume do seu poder. Ela protege e assegura a justiça. Na idade humana, seria uma mulher por volta dos trinta anos. As cores dela são um pouco mais fortes que as da Virgem, como vermelho, verde, cobre, púrpura, azul.
Os animais associados ao aspecto Mãe da Deusa são o gato e a pomba.

Anciã


Sem a Virgem não há começos, sem a Mãe não há vida e sem a anciã não há o fim. A Deusa Anciã é o aspecto menos compreendido e o mais temido, já que nos leva inevitavelmente a refletir sobre a morte.
A Anciã foi reverenciada nas antigas culturas como regente do submundo, visto antigamente como um lugar de descanso das almas entre as reencarnações. Obviamente todos nascemos e morremos e a função da Deusa Anciã é nos acompanhar durante a última etapa de nossa vida, preparando-nos para o Outro Mundo.

Os exemplos associados a Deusa Anciã são:
- Hécate: Entre os gregos chamada durante a idade Média de a Rainha das Bruxas, era uma divindade do Submundo e da Lua, adorada nas encruzilhadas, onde se faziam sacrifícios em sua homenagem.
- Hel: Deusa germânica do Submundo. Segundo os Mitos, era a Ela que retornavam todos os mortos ao fim de sua existência.
- Morrigu: Deusa celta dos Mortos, que também regia as guerras. Tem um aspecto triplo em si mesma e às vezes era chamada de “As três Morrigans”.

Temas de Rituais que usam a face Anciã da Deusa:
- Relações, trabalhos, amizades e amizades que estejam terminando.
- Menopausa ou sintomas de envelhecimento.
- Divórcio.
- Um reagrupamento de energias necessárias para o término de um ciclo de atividades ou problemas.
- Tranquilidade antes de pensar em novas metas e planos.
- Mudança de habitação ou trabalho.

A Anciã é um ser de sabedoria da idade avançada. Ela é a Bruxa e conselheira. Preocupa-se com a Virgem e com a Mãe. Ela é lógica e pode ser terrível em sua vingança. Na idade humana, ela teria aproximadamente 45 anos ou mais . Dos três aspectos o mais difícil de ter correspondência com a idade humana é o da Anciã. As cores tradicionais dessa face são : preto , cinza, púrpura, marrom, ou azul noite.
O aspecto negro da Deusa nos ensina que, assim como tudo na Natureza se move em ciclos, nossa vida segue o mesmo fluxo, e devemos aceitar a morte como uma passagem a outro estado, tão válido e parte da vida quanto o próprio nascimento.
Os animais associados à Deusa Anciã são a coruja, o corvo e o lobo.

Deus Cornífero, Senhor da Floresta

0 Deus Cornífero possui inúmeros nomes.
Ele é chamado de Consorte da Deusa, Doador de Vida, Senhor da Morte e Ressurreição, Deus das Sementes, Flores e Frutas, Antigo Deus da Fertilidade, Senhor da Dança.
Ele é conhecido por Cernunnos, Herne, Pan, Osiris, e outros incontáveis nomes.
O Deus é adorado sob muitas formas e nomes, mas o aspecto predominante venerado por nossos antepassados foi o Deus Cornífero. O homem do Paleolítico de 12 mil anos atrás retratou inúmeras vezes nas paredes das cavernas o Deus Cornífero da Caça, um ser meio homem meio animal.
O Deus Cornífero teve uma força dominante, mesmo depois do aparecimento de novos Deuses. Esse poderoso arquétipo continuou existindo durante 10 mil anos, depois de aparecer primeiramente em pinturas rupestres, nas paredes das cavernas.
Chifres sempre foram sinais de algo Divino. Na Babilônia, O grau de importância dos Deuses era identificado pelo número de chifres atribuídos a eles. Um exemplo principal é Ishtar, uma antiga Deusa, detentora de sete chifres.
Alexandre, O Grande, se declarou um Deus depois de tomar o trono do Egito e para demonstrar seu poder encomendou uma pintura SUZ ornada de chifres de carneiro. O Alcorão chama Alexandre de “Iskander Dh’l Karnain’: que quer dizer “Alexandre dos dois chifres” Uma alusão ao seu nome é preservada até hoje na Tradição A1exandrina, na qual 0 Deusé chamado de Karnayana.
O DeusCornifero simboliza a força masculina da natureza. Ele é a “contraparte” da Deusa. Nós, Wiccanianos, vemos o Deusrepresentado pelo Sol. Desde tempos imemoráveis, as mudanças das estações foram percebidas como padrões diferentes do calor do Sol ou, então, do Deus. Nós, Bruxos, celebramos as mudanças das estações com rituais especiais, chamados de Sabbats, que ocorrem oito vezes por ano. Embora o Sol e também é venerada nestas ocasiões, pois é através Dela (a Terra) e Dele(a semente fertilizada e o Sol fertilizador) que todos seremos nutridos.
O Deus Cornífero é representado como um homem com cabeça de humano e pernas e chifres de cabra ou cervo. Nos tempos antigos, E1e era invocado antes de o homem sair para caçar, para abençoar a caçada com sucesso e fartura. O Deus Cornífero não é só O Caçador, mas também é considerado a própria caça. E1e era visto como um animal sacrificial, imolado para que o Clã pudesse sobreviver durante os sucessivos meses de inverno. Ele é o Sol durante o dia, mas também é o Sol da meia-noite. Ele é O Senhor da Luz, mas também da Escuridão da noite, das Sombras, das profundidades da floresta, das profundezas do Submundo.
Ele era reverenciado e invocado antes das sementes serem plantadas e novamente quando eram colhidas. Ele se mostra na terra vivente, na grama, nas árvores e na vinha. Esse aspecto é o Deus da Morte, que é enterrado como semente e que ressurge novamente verde e jovem, na primavera, renascido do Útero da Grande Mãe. E1e se mostra também nas colinas estéreis e frias, nos ventos indomáveis e nas planícies de Inverno.
O Deus Cornudo é o espírito de vegetação, das coisas verdes e crescentes, da floresta e do campo. Dionísio, Adônis e muitos outros Deuses da vegetação e colheita eram frequentemente descritos como cornudos e eventualmente usavam chifres de touro, cabra, carneiro ou veado.
Muitos Wiccanos chamam O Deus de Cernunnos, que é a versão Céltica e galo-romana do Deus Cornífero. Um altar para Cernunnos foi descoberto debaixo do que é agora a Catedral de Notre-Dame, em Paris, França. Herne, O Caçador, também é usado frequentemente para designar O Deus. Muitas variações dos nomes do Deus aparecem como nomes de alguns lugares na Inglaterra. Cerne Abbas, na Inglaterra meridional, é um exemplo.
Muitas deidades Pagãs foram absorvidas pelo Cristianismo. Porém, O Deus Cornífero transpareceu num semblante ameaçador aos primeiros cristãos. Ele era um Deus animalesco e sexual. Uma Divindade da noite e da floresta. Considerando que O Cristianismo era uma religião praticada durante o dia, em templos, ele não teve lugar e teve que ser excluído. O Cristianismo viu a sexualidade como a escuridão e o mal, e O Deus Cornífero foi identificado com o princípio do mal chamado por eles de Diabo. Ainda assim, O Deus Cornífero sobreviveu por séculos de supressão e difamação.
Consideremos os muitos modos nos quais O Deus Cornudo sobreviveu. 0 Folclore o retratou como Robin Goodfellow e Puck. Puck é o personagem principal em “Sonhos de uma Noite de Verão”, peça que Shakespeare ambientou em um dia de Sabbat (Solstício de Verão-Litha) para ocorrer a trama da história. O Homem Verde (Green Man) ainda é venerado em celebrações e ć um símbolo comum achado nas paredes das tavernas na Inglaterra.
O Deus da Wicca não é um Deus vingativo, transcendente, ideológico, que mora no céu. Ele é forte e poderoso, mas não deve ser temido.
O corpo dele é de um homem, mas os seus pés são patas, e os chifres capturam os poderes dos céus, do Sol e estrelas. E1e é Deus do constante renovar, do movimento eterno e é considerado como a própria força crescente de vida. O Deus Cornífero é o caçador, o guerreiro, o gerador, o rei da terra, e representa ao mesmo tempo as mudanças e verdades.
O Deus é visto com características duais. Ele é O Deus do Verão e do Inverno. E1e é O Rei de Sol, O Rei do Milho e O Homem Verde, honrados no Verão. E1e é O Senhor do Submundo, O Caçador, O Pastor e O Curandeiro na sua face de Inverno. E1e é O Sol renascido no Solstício de Inverno que traz vida e alegria, mas também O Senhor da Luz e da Morte.

A Deusa, Criadora de Tudo

A  adoração à Deusa foi a primeira religião estabelecida pelos seres humanos. Muitas evidências arqueológicas, incluindo estátuas, amuletos, cerâmicas, pinturas nas cavernas e outras imagens indicando a veneração da Deusa foram descobertas, comprovando a existência de um culto primordial, em que uma Divindade Criadora feminina era adorada.
Merlin Stone, em “When God was a Woman” (Quando Deusera mulher), diz: “Arqueólogos localizaram evidências de adoração da Deusa antes das comunidades do período Neolítico, cerca de 7000 AEC; algumas das esculturas datam do Paleolítico Superior, cerca de 25000 AEC. Desde as origens Neolíticas, sua existência foi comprovada repetidamente até os tempos romanos.”
A evidência mais convincente de adoração da Deusa vem de numerosas esculturas de mulheres grávidas com seios, quadris, coxas, nádegas e vulvas exagerados. Essas imagens foram intituladas pelos arqueólogos como estatuetas de Vênus, Ou ídolos do culto à Grande Mãe. Elas são feitas de pedra, osso, barro e foram descobertas perto dos restos de paredes das primeiras habitações humanas. Essas estátuas foram encontradas na Espanha, França, Alemanha, Áustria, Checoslováquia e Rússia e parecem ter pelo menos dez mil anos.
Elas não foram meras decorações das pessoas que as criaram, mas pelo qual os seres humanos se expressavam antes mesmo de começarem a utilizar a fala. A arte, através da historia, sempre revelou o que as culturas valorizavam e o conhecimento que tentavam passar às gerações futuras.
Claramente o parto, a maternidade e a sexualidade feminina eram considerados sagrados. Isso nos mostra que essas culturas tiveram pouco ou nenhum conhecimento do papel do homem na reprodução. Para eles, a mulher concebia o bebê por ela mesma. Sexo não era associado com o parto e as mulheres foram consideradas as doadoras exclusivas da vida.
Até hoje, algumas culturas isoladas na Terra acreditam que o homem não tem participação nenhuma na concepção.
Além disso, como o conceito de paternidade ainda não tinha sido entendido, as crianças só pertenciam às mães e á comunidade. Crianças “ilegítimas” não existiam. As crianças levavam o nome de suas mães e a família descendia pela linhagem materna. Essa estrutura social, baseada na afinidade feminina, é chamada de “matrilinear” e ainda existe em algumas partes da África, Índia, Melanésia e Micronésia.
As culturas primitivas eram frequentemente matrifocais, ou seja, quando uma mulher casava, o marido ia morar com a família da esposa, em vez de a mulher ser desarraigada e se mudar para a casa da família do marido. Dessa forma, as mulheres detiveram todo o poder, e o status da mulher na sociedade teria sido, certamente, cada vez mais alto, não fosse a queda matrilinear. Se não fosse o domínio patriarcal da sociedade e da religião, as mulheres jamais teriam sido totalmente dependentes dos homens e consideradas suas propriedades. A importância da virgindade e os castigos por adultério não teriam existido, pois eles fazem parte de conceitos patrilineares, em que a paternidade é mais estimada que a maternidade.
A adoração da Deusa nas culturas antigas incluía o papel principal das mulheres nos trabalhos religiosos e nas celebrações sagradas. As mulheres eram as grandes sacerdotisas, adivinhas, parteiras, poetisas e curandeiras.
Elas presidiam templos erguidos somente a Deusas como Ishtar, Ísis, Brigit, Ártemis e Diana, que estão entre as mais populares.
Do envolvimento das mulheres com a religião vieram muitos avanços, como o conhecimento do poder das ervas, que curavam os doentes e aliviavam a dor do parto, até o primeiro calendário, o calendário lunar, que foi utilizado por muito tempo e que pode ter-se originado na observação que as mulheres faziam dos seus ciclos menstruais e sua comparação com os ciclos de Lua. Além da astronomia, as mulheres desenvolveram também os idiomas, a agricultura , a culinária, a cerâmica e muito mais. As contribuições de mulheres para as culturas humanas são inúmeras e nunca tiveram o devido crédito e valor.
A Deusa teve grande popularidade e proeminência até que as religiões patriarcais, como Judaísmo, Cristianismo, Islamismo, entre outras, silenciaram-na. A mudança para o patriarcado foi gradual e procedeu de uma reformulação nos sistemas de parentesco que se tornou de matrilinear  a patrilinear. A ênfase na paternidade e no homem é clara e evidente nas principais religiões praticadas até hoje.
A relação de pai/filho e Deus/Jesus é a chave do Cristianismo, embora a figura da mãe tenha conseguido persistir e aparecer no Catolicismo como Maria, que intrigantemente é chamada de “A Mãe de Deus”.
Outro fator relativo à ascensão das religiões patriarcais foi a ênfase às ditaduras militares, que aumentaram o culto aos Deuses guerreiros.
Esther Harding, em “Women’s Mysteries” (Mistérios das Mulheres) expõe: “A ascensão do poder masculino e da sociedade patriarcal provavelmente começou quando o homem passou a acumular bens e propriedades, o que não é comunitário, e achou que a força pessoal dele e a sua coragem pudessem aumentar suas posses e riquezas. Esta mudança de poder secular coincidiu com a subida da adoração ao Sol sob um sacerdócio masculino (que começou a substituir os cultos cultos à Lua realizados desde tempos imemoráveis”.  Assim, como os homens ganharam poder sobre as mulheres e o masculino se tornou a Grande Divindade, o Sagrado Feminino passou a ser conhecido cada vez menos. A ausência do culto à Deusa trouxe guerras, crimes, regras e tirania.
A Deusa é o princípio Divino Feminino, a Divindade suprema adorada nas praticas Pagãs. Ela foi adorada ao redor do mundo por milhares de anos, até que foi silenciada através das religiões patriarcais.
Em anos recentes, a Deusa e seus cultos tiveram ressurgimento e hoje contam com grande popularidade entre feministas, aqueles que se interessam pelas religiões antigas e mulheres e homens comuns que sentem que algo está se perdendo nas proeminentes religiões organizadas de hoje.
É difícil definir a Deusa em alguns parágrafos, mas a versatilidade é uma de suas características mais interessantes. Para alguns, Ela é a única Divindade existente. A Deusa não é necessariamente vista como uma pessoa, mas uma força multifacetada de energia que se expressa em uma variedade de formas e pode ter inúmeros nomes diferentes.
Ela foi chamada Ishtar, Astarte, Inanna, Lillith, Ísis, Maat, Brigid, Cerridwen, Gaia, Deméter, Danu, Arianrhod, Afrodite, Vênus, Ártemis, Athena, Kali, Lakshmi, Kuan Yin, Pele e Mari, entre muitos outros  nomes. A Ela foram atribuídos muitos símbolos, como serpentes, pássaros, a Lua e a Terra.
A Deusa é a Criadora de todas as coisas e ao mesmo tempo a Destruidora. Tudo vem Dela e tudo retornará a Ela. A Deusa está contida em tudo e vive na Terra, nos céus, no mar, em cada botão de flor, em cada pingo d’água e em cada grão de areia. Ela não é um Ser distante e intocável, mas sim uma Divindade que está aqui conosco, vive e se manifesta em cada um de nós. Ela é a Donzela, a Mãe e a Anciã. Ela é você, Ela é eu, Ela é tudo e todos.
Nas práticas Pagãs, a Deusa possui três aspectos distintos. A Triplicidade da Deusa é muito anterior ao Cristianismo e não difícil que seja ela quem deu origem ao pensamento da Trindade Cristã. Porém, na Wicca, a Triplicidade se refere e a três estados distintos da mesma divindade.
Cada um desses aspectos tem suas características particulares, distintas das outras, e cada uma delas traz a possibilidade de serem relacionadas com aspectos internos de nossa psiquê. Suas três faces são a Virgem ou a Donzela, a Mãe e a Anciã, Os seus aspectos reverenciados por toda a humanidade desde tempos imemoráveis.
A Donzela representa os impulsos, os começos e está relacionada à Lua Crescente.
A Mãe é a Doadora da Vida, a Grande Nutridora e está associada à Lua Cheia.
A Anciã é a detentora da sabedoria, a Grande Conhecedora e Transformadora e está associada Lua Minguante.
A Deusa é abrangente porque pode ser tudo que você quiser que Ela seja. A maioria dos seguidores da Deusa compartilha algumas convicções em comum. Starhawk, uma das mais atuantes Bruxas modernas e autora de “Dança Cósmica das Feiticeiras” afirma que os três princípios da religião da Deusa são : a imanência, a interconexão e a comunidade.
Imanência é o meio pelo qual a Deusa está presente na Terra e em nós : a Natureza, a cultura, a vida.
Interconexão é o meio pelo qual todos os seres estão relacionados e a forma como estamos unidos ao Cosmo.
Como comunidade, crescimento e transformação passam por interações íntimas; basicamente, a lei da Deusa é amor: Amor Incondicional. Ela não tem nenhuma ordem a ser seguida, a não ser o Amor, em todas as suas manifestações e formas.